A raiva é uma doença infecciosa causada por vírus.1

    Afetando animais mamíferos e o ser humano, essa doença é caracterizada como uma infecção aguda no cérebro.1

    Por ter uma rápida progressão, é recomendado que um centro médico seja procurado.1

    Aqui, você irá conhecer quais são as causas, sintomas, riscos, métodos de prevenção e tratamento para a raiva.1

    O organismo causador da raiva é o vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae1

    transmissão

    transmissão da raiva se dá por meio do contato da saliva de animais infectados com o vírus com seres humanos sadios. O contato pode ocorrer através de mordidas, lambidas ou arranhões.1

    Em média, uma pessoa leva 45 dias para apresentar os sintomas após ser contaminada pelo vírus da raiva. Esse intervalo de tempo, conhecido como período de incubação, pode mudar de acordo com a localização, extensão e profundidade da mordida, arranhão ou lambida, e também pelo tipo de contato com a saliva do animal infectado.1

    Nos animais, cães e gatos podem eliminar o vírus pela saliva de 2 a 5 dias antes de manifestarem os primeiros sintomas, o que permanece durante toda a evolução da doença (período de transmissibilidade). Nesses casos, a morte do animal acontece, em média, entre 5 e 7 dias após a apresentação dos sintomas.1

    Atualmente, não se sabe ao certo qual é o período de transmissibilidade do vírus em animais silvestres. Porém, sabemos que os morcegos podem ser vetores do vírus por longo período, sem apresentar qualquer sintoma.1

    Os grupos que apresentam maior risco de contaminação por raiva são:

    • Médicos veterinários;
    • Biólogos; 
    • Profissionais de laboratório de virologia e anatomopatologia para raiva; 
    • Estudantes de medicina veterinária e áreas relacionadas;
    • Pessoas que atuam na captura, contenção, manejo, coleta de amostras, vacinação, pesquisas, investigações epidemiológicas, identificação e classificação de mamíferos domésticos (cão e gato) e/ou de produção (bovídeos, equídeos, caprinos, ovinos e suínos), animais silvestres de vida livre ou de cativeiro;
    • Funcionário de zoológicos;
    • Espeleólogos, guias de ecoturismo, pescadores e outros profissionais que trabalham em áreas de risco;
    • Pessoas que viajam para áreas de raiva não controlada. (Essas pessoas são avaliadas individualmente, não são todas que são elegíveis a pré exposição). 

    Após ser infectada, uma pessoa pode levar em média 45 dias para apresentar os primeiros sintomas da raiva, que duram, em média, de 2 a 10 dias. Os sintomas são:1

    mal estar
    Mal-estar geral;

    febre
    Febre baixa;

    peso
    Perda de peso sem motivo aparente;

    dor de cabeça
    Dor de cabeça;

    náuseas
    Náuseas;

    dor de garganta
    Dor de garganta;

    humor
    Mudanças de humor repentinas;

    angústia

    Sensação de angústia.

    Além desses sintomas, outros sinais como linfadenopatia, hiperestesia e parestesia no trajeto de nervos periféricos (próximos ao local da mordida) e alterações de comportamento também podem ocorrer.1

    Com o avanço para um quadro grave, outros sintomas podem surgir. São eles:1

    • Ansiedade e hiperexcitabilidade crescentes;
    • Febre;
    • Delírios;
    • Espasmos musculares involuntários, generalizados, e/ou convulsões.

    Os espasmos dos músculos da laringe, faringe e língua ocorrem quando o paciente vê ou tenta ingerir líquido, apresentando sialorréia intensa (grande produção de saliva).1

    Ao evoluir, os espasmos podem chegar num quadro de paralisia, levando a alterações cardiorrespiratórias, retenção urinária e obstipação intestinal. Além disso, também é possível observar a presença de disfagia, aerofobia, hiperacusia e fotofobia.1

    Ao ser machucado por um animal, mesmo que conhecido, deve-se lavar a ferida com água, sabão e aplicar produto antisséptico.1
    Picture1
    Em seguida, é preciso ir até uma unidade de saúde para que a equipe médica avalie o caso e indique o tratamento adequado para a situação. Normalmente, é indicado a aplicação de soro e/ou vacina.1
    cachorro
    Também é importante e bastante recomendado observar o animal por 10 dias e identificar se o mesmo apresentará sintomas da doença ou chegará ao óbito.1 

    vacina
    Além da vacina humana, a vacinação anual de cães e gatos também deve ser realizada para garantir maior eficácia na prevenção.1
    animais
    Outras atitudes simples, como a proximidade com cães, gatos e outros animais sem donos, principalmente quando estiverem se alimentando, dormindo ou com filhotes, também auxiliam na prevenção da raiva. Quando se trata de animais silvestres, o cuidado deve ser redobrado.1

    diagnóstico da doença da raiva em humanos pode ser feito pelo método de imunofluorescência direta, em impressão de córnea, raspado de mucosa lingual ou por biópsia de pele da região cervical.1

    Contudo, esses testes não são completamente eficazes. Dessa maneira, ao testar negativo para raiva, ainda existe a possibilidade de estar infectado pela doença. Por isso, é importante estar atento aos sinais e procurar um médico em caso de dúvidas.1

    A raiva é uma doença que avança de maneira rápida e pode causar riscos severos. Sendo assim, é importante garantir a prevenção com a vacinação pré ou pós possível exposição ao vírus.1

    Veja aqui onde se vacinar contra a raiva.
    Quando a prevenção não é realizada e há infecção pelo vírus, é possível utilizar o protocolo de tratamento da raiva humana, baseado na indução de coma profundo, uso de antivirais e outros medicamentos específicos.1

    1. Ministério da Saúde. Raiva: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção. Disponível em https://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/raiva (acessado em 5 de fevereiro de 2021).

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